eu não peço a ninguém que me salve ou que arme suas barracas sob minha cabeça a proteger do sereno que me alastra ou do cansaço nos meus ombros. não peço teto de lona para ver de companhia o céu de estrelas, com nossas fogueiras a queimar nossas risadas, nem peço esse fogo pra aquecer de meus banhos gelados, não suplico nenhum perdão para qualquer entidade que esteja aparecendo em meus sonhos para me despertar. eu às vezes só não consigo levantar. não estou pedindo nada, eu só não sei sair do lado de cá, às vezes. por vezes surda de um lado e cega do outro, ninguém pode me dar visão, nem me tirar de onde me atirei, se eu sair, não foi porque alguém aprendeu a me decifrar mas foi porque aprendi a nadar.
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