Eu me achava muito corajosa, mas eu tenho uma amiga.
Na verdade, eu tenho o privilégio de poder ver com meus próprios olhos os passos corajosos e um tanto solitários dela. É que ela mergulha como se tivesse vindo do ventre do oceano, e ela mergulha em suas decisões como quem já tivesse passado por aqui e sabe exatamente onde tudo isso vai dar.
E ela sempre deixa espaço para eu entrar.
E eu entrei na sua vida porque eu me achava corajosa.
É porque eu ainda não a conhecia.
E ela que saiu de um lugar tão tão distante do mar que se quer quem a deu à luz ousaria mergulhar, navegar.
Karina, ela inspira a vida por seus poros.
E um dia estarei mergulhando ao seu lado tão profundamente que nem saberemos o nome de todos os seres abissais que se aproximarem de nós.
Obrigada, pelo gole generoso de coragem e gentileza.
Faz sentido seguir aonde seus pés caminham e aonde as braçadas de seus braços nadam.