Ando desacreditada de minhas convicções
Reprimida por seres que falam e são cheios de si
Que liberdade tenho para falar de minha revolta?
Se me chegam gritando, me ensurdecendo a utopia
Ora, pessoa detentora da razão, serzinho estúpido e ignorante
Quem pensas que é para tirar-me a convicção?
Ora, me falas assim com tantas certezas
Bem sei que és uma caixa vazia onde se ecoa o nada
Sem utopia, sem vontade, sem revolta,
Um cadáver que ainda não se deitou
Vazio, vazio, vazio
Individuo que nunca se inquietou
Serzinho que sempre se acomodou.