sinto que aquilo que muito me atravessava,
não atravessa mais.
não como antes.
agora eu me sinto diferente.
sexta-feira, 24 de abril de 2026
desafogo pt VI
super nova
beijo cada lágrima um dia escondida que escorre por seu rosto, te daria a melhor brisa, com a melhor sombra, com a mais frescas das águas, te daria os céus, e lamberia cada gota desse mar salgado que te afogava. Eu lamberia cada ferida em ti depositada. Tudo faria se eu tivesse entendido seu coração mais cedo, agora, agora eu sangro um pouco, por você, por sentir nas minhas tripas o enforcamento que respiravas, te daria porque queria muito ter furado o tempo, mas já que o tempo é agora e é agora que bebo dessa água salgada, é só agora que te daria todos os meus mais lindos dias para você chorar, chorar muito, aliviado por existir sem se afogar. Meu coração está sangrando, como se eu nunca tivesse sentido tanto em todo minha vida, eu explodiria em constelação só para te ver aliviado, meu amor, aliviado de ver que tem uma galáxia inteira por você. E eu estarei lá, ao seu lado, cobrindo nos de mar salgado e tenro, por você, por mim, por nós.
terça-feira, 21 de abril de 2026
sobre partir
o mais difícil de ir
é não ter pra onde voltar.
e o mais difícil de ficar
é o não poder estar.
segunda-feira, 20 de abril de 2026
Sem
Tentei me lembrar, como se fosse possível eu ter esquecido, do que fazia quando eu me sentia assim, esquisita. Foi então que me lembrei dessa caderneta, da Cícero, que a Ana me presenteou, minha amiga genial. Onde estão meus escritos mais tristes. E obviamente ingerindo algum tipo de álcool porque antes dele, estava doendo algo que eu não sei o que ou o que era, só sei que doía…
Culpei até o celular por ter usado em demasia, culpei a série que estava assistindo por ser pesada e que falava de morte e de estupro.
E então devo escrever como nunca havia escrito, acho que passei por coisas demais e elas não foram fantasias, foram reais, apesar de me questionar talvez quase todos os dias sobre a veracidade de cada fato. Mas nenhum deles houve roteiro, não houveram letras bonitas, nem trama atraente, nem trilha sonora, nem desfecho bom. Foi um horror.
Você sabe como é ter medo de sentir o próprio cheiro e ter repulsa da probalidade de fazer atiçar em alguém aquilo que me invada? Você sabe como é acordar no meio da noite e tentar fugir para qualquer lugar longe das mãos que me apalpam enquanto dormia?… todas as noites…
e é por isso o meu sono leve, minha gastrite e meus vômitos. O estado de nervo e de alerta…
Preferia estar nas trevas onde o mal não me alcançava, só assim me sentia bem e eu também escrevia mas nunca, nunca sobre aquilo que me atravessava.
que me atravessava. sem linguagem.
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