tenho tantas críticas a minha pessoa,
se fosse competição a somatória de tanta falha e desistência seria eu campeã.
por vontade própria tomo decisões solitárias sem confirmar com nenhuma pessoa ou divindade,
eu quis, fui lá e fiz.
apesar da autocrítica, às vezes me gosto e gosto de minha braveza, saber me virar é o lance que mais tenho feito nos segundos tempos.
por mérito próprio de minhas escolhas calho quase sempre a permanecer sob quatro paredes que ecoam os reflexos de tudo quanto vivi.
Sem querer me justificar e me gabar, mas devo dizer que mergulhar de ponta me faz com certeza estar muito longe da superfície.
Gosto mesmo é de profundeza, caminhos esses que se fosse eu organismo produtor de luz acharia mais fácil vez ou outra a saída. Os abissais por vezes me arrastaram pra mais longe e foi de lá que perdida, vendada, encontrei luminosidade.
E no profundo desse meu oceano, me permito me deslanchar, ser avalanche, tsunami…
me permito amar quem eu quiser, e me permito chorar em meu próprio abismo quando o amor for embora.
O amor tendo como característica a bioluminescência entra e sai quando bem entende.
aprender que o amor ao findar não é falha, é apenas o rumo que ele tende a assumir, ele é seu próprio caminho e eu sou apenas desvio.