sábado, 30 de agosto de 2025

eu sem eu lírico

deixando pontualmente de lado meu eu lírico, 
digo eu que tenho necessariamente a necessidade de me tirar do lugar de auto aniquilamento ouvindo músicas que remetem a natureza, me sinto mais em casa e acolhida e então suaviza a minha abrupta existência e claro, necessariamente, eu escrevo.

quinta-feira, 7 de agosto de 2025

casa é uma palavra complexa

talvez a grande questão seja matar a vontade de olhar de volta porque eu já sei, não tem nada lá. 
deixar ir os que se apegam ao que não existe, 
só assim essa dor não se expande mais. 
deixo ir, mas eles querem sempre voltar,
e não sabem pra onde, apenas querem me levar. 
eu não quero ir, não há nada pra mim. 

deve ser por isso que vivo adoecida. 
porque no fundo se eu não vou com vocês
eu não deveria ir a lugar algum. 

talvez ao inferno. 

cansei de tentar explicar

 é que, mãe, você não tem e talvez nunca terá noção da violência das suas palavras. 

‘Primeiro eu fui enterrada viva. Depois, o céu desabou.’

cozinhando palavras, criando receitas

  eu tenho mais medo de escrever do que cozinhar para o presidente.  ora, logo a escrita que faz parte de mim desde que aprendi a juntar as ...