sábado, 22 de março de 2025

é isso?

 Existe algo, realmente,
- eu falo como se estivesse acontecendo uma conversa e eu discorro…
existe algo, realmente,
que diz respeito à minha necessidade de confirmação.
não afirmação, confirmação.
é mesmo como combinamos? 
porque eu cresci que o que me discipulavam,  
era o certo e o único caminho 
mas o que eu sentia na pele e na cabeça, 
não condiziam nem de longe
com o que tanto pregavam. 

E isso diz muito sobre confirmações. 

é isso.

quarta-feira, 12 de março de 2025

sexta-feira, 7 de março de 2025

nyu

mas é que meu gato está velho demais para conseguir pensar em todos os devaneios que eu com minha capacidade de conseguir estragar tudo não conseguirá dizer pra sua cuidadora de tantos anos seus vacilos e descompensamentos onde foi que apertou o gatilho, do erro, do impulso, do descontrole…
o meu gato, de quinze anos, aonde não o estraguei, aonde em todos esses anos, com esse ser que mais me conhece e que mais se adoece pela velhice me diria, o que? por que esperar que me diga algo? é um gato, um animal doente. Dizer o que para essa humana?
Não há palavra para essa tristeza, para esse sentimento não nominado.

escrito em 1 de fevereiro de 2024 

autorecados

desde o dia que aprendi sobre o meu lugar 
nunca mais aceitei que me colocassem em lugar algum.
ninguém me coloca, me põe, me deposita, me engaveta
me destrata muito menos me ofende. 
E no dia que eu chorar desapontada que não seja por ter esquecido do meu local mas por não ter sangrado suficiente aquele que me derrubou.

conheço minha luta. 

sábado, 1 de março de 2025

onde tu fores, irei.

encarar suas pupilas como se elas fossem cravar minha alma em um arranque tal como faz quando seu sangue sobe e encontra com minhas coxas em movimento.
perpetuar tuas cores castanhas fortes que me seguem disfarçadas quando eu me afasto. 
te amo como quem sangra vagarosamente até a morte. 
acompanho discretamente com minhas cores verdes sempre que te vejo indo, até sumir da vista. 
te amo como se meus dias tivessem contados.
Contados como as horas que conto quando não estou contigo. 
E penso, o que meus olhos castanhos estão fazendo agora. 

‘Primeiro eu fui enterrada viva. Depois, o céu desabou.’

cozinhando palavras, criando receitas

  eu tenho mais medo de escrever do que cozinhar para o presidente.  ora, logo a escrita que faz parte de mim desde que aprendi a juntar as ...