na mesa
de frente o lustre
música tocando
cigarro no cinzeiro
meia luz
choro
soluço
escondo de mim
minha própria cara
não quero ter
não te quero ter
enquanto eu não me tiver
enquanto doer tanto
enquanto pensar em ti
for confuso e doloroso
sozinha em casa
sozinha na rua
companhia do céu
do breu
do sol
dos gatos
companhia da minha caneta
que desliza
nervosa sob qualquer papel
só pra ver se sangro menos
só pra ver se me encontro
em todos esses desencontros.
Nenhum comentário:
Postar um comentário