eu saí da minha poltrona em meio a uma curva, a estrada é estreita, esburacada, escura e movimentada, quis ver de perto, do alto do motorista nesse breu da rodovia a claridade do farol, aparecendo placa por placa, curvas acentuadas, velocidade e asfalto, iluminando rapidamente a mata, matando minha curiosidade e querbrando meu medo, meu medo de estrada, quis ver de perto o ônibus ultrapassar os enormes caminhões, quis encarar esse monstruoso medo de frente, cara a cara, abraçando minha solidão, e enfim, sem medo da morte e pronta pra morrer.
quinta-feira, 10 de novembro de 2022
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‘Primeiro eu fui enterrada viva. Depois, o céu desabou.’
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