e ele morreu em minhas mãos.
(igual aquela cadelinha mês
passado que morreu por conta de um otário)
(nas
minhas mãos ela morreu, abanando o rabo)
o problema mesmo, é que sou irremediavelmente fatalista,
estou, não sou, estou desde que estou no mundo.
somos todos iguais diante ao abandono,
a começar porque nascemos.
é difícil te explicar que cada par de olho me aprisiona de afeto,
e esses olhos podem ser seus ou de um sapo.
nunca me senti tão privilegiada na vida,
o tempo devora minhas economias mas sobra ao final do dia.
nada como escrever enquanto aprecio meus gatos
(e tem névoa lá fora)
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